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REPORTAGENS
ALÉM-TÚMULO
FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA
Falava-se numa roda espiritual da me- lhor maneira de cultivar a prece, quando um amigo — Uma herança perigosa dos espiritistas é a de transformar a memória de um companheiro desen- carnado numa espécie de culto de falsa santidade. O bom trabalhador do Cristo não faz mais que cumprir um dever, e não é justo se lhe perturbe a serenidade espiritual com a repetição de cenas mundanas, perfei- tamente idênticas às cerimônias canônicas. Não raro, a morte arrebata do convívio terrestre um irmão consciencioso, dedicado, e imediatamente os amigos REPORTAGENS DE ALÉM-TÚMULO
da Doutrina o transformam num tabu de fictíciainexpugnabilidade.
— É verdade — exclamou um dos presentes —, em todas as questões é justo perguntarmos qualfoi o procedimento de Jesus, e, no caso da prece,não se vê, nos Evangelhos, um culto particular,a não ser a contínua comunhão entre o Cristo e oPai que está nos Céus.
bonança que sempre surge depois das grandes desi-lusões, acrescentou em tom amistoso: — É razoável que os homens do mundo não interrompam as tradições afetuosas com aqueles queos precedem na jornada silenciosa do túmulo, conser-vando nas almas a mesma disposição de ternura e deagradecimento, na recordação dos que partiram.
Entretanto, no capítulo das rogativas, das solicitações,dos empenhos, convém que toda criatura se dirija aDeus, ciente de que a sua vontade soberana é semprejusta e de que a sua inesgotável bondade se manifes-tará, de um ou de outro modo, através dos mensagei-ros que julgue conveniente aos fins colimados. Emminhas experiências nas esferas mais próximas doplaneta, sempre reconheci que os Espíritos maishomenageados na Terra são os que mais sofrem, emvirtude da pouca prudência dos seus amigos. Aliás,neste particular, temos o exemplo doloroso dos “san-tos”. Sabemos que raros homens canonizados pelaigreja humana chegaram, de fato, à montanha alcan-tilada e luminosa da virtude. E essas pobres criaturas AMARGURAS DE UM SANTO
pagam caro, na Espiritualidade, o incenso perfumosodas gloríolas de um altar terrestre.
A palestra tomava um caráter dos mais interes- santes, quando o mesmo amigo perguntou derepente, depois de uma pausa: — Vocês conhecem a história de São Domin- E enquanto os presentes se entreolhavam mu- dos, em íntima interrogação, continuou: — Domingos González era um padre insi- nuante, dotado de poderosa e aguçada inteligência.
Sua carreira sacerdotal, dado o seu caráter flexível,foi um grande vôo para as posições mais importan-tes e elevadas. Dominava todos os companheirospelo poder de sua palavra quente e persuasiva, cativa-va a atenção de todos os seus superiores pela humil-dade exterior de que dava testemunho, embora a suavida íntima estivesse cheia de penosos deslizes.
“A verdade é que, lá pelos fins do século XV, era ele o Inquisidor-Geral de Aragão; mas, tal foi oseu método condenável de ação no elevado cargoque lhe fora conferido, que, por volta de 1485, osisraelitas o assassinaram na catedral de Saragoça, emmomento de sagradas celebrações.
“O nosso biografado acordou, no além-túmu- lo, com as suas chagas dolorosas, dentro das terríveisrealidades que lhe aguardavam o Espírito impre-vidente; mas os eclesiásticos concordaram em plei-tear-lhe um lugar de destaque nos altares humanos evenceram a causa.
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“Em breve tempo, a memória de Domingos transformava-se no culto de um santo. Mas, aí,agravaram-se, no plano invisível, os tormentosdaquela alma desventurada. Envergonhado e opri-mido, o ex-padre influente do mundo sentia-sequal mendigo faminto e coberto de pústulas. Nós,porém, sabemos que as recordações pesadas do pla-neta são como forças invencíveis que nos prendemà superfície da Terra, e o infeliz companheiro foiobrigado a comparecer, embora invisível aos olhosmortais, a todas as cerimônias religiosas que se veri-ficaram na instituição de seu culto. DomingosGonzález, assombrado com as acusações da própriaconsciência, assistiu a todas as solenidades da suacanonização, sentindo-se o mais desgraçado dos se-res. As pompas do acontecimento eram como espa-das intangíveis que lhe atravessassem, de lado a lado,o coração vencido e sofredor. Os cânticos de glorifi-cação terrena ecoavam-lhe no íntimo como soluçosda sombra e da amargura.
“E, desde essa hora, intensificaram-se-lhe os Severiano Fagundes era dos melhores doutrinadores do Espiritismo numa das grandescapitais brasileiras. Sua palavra vibrante era muitoadmirada nas tribunas doutrinárias; sua presença,um estímulo aos companheiros. Temperamento ex-pansivo, era portador de expressões alegres e vivas.
Ótimo organizador dos serviços de intercâmbiocom o Invisível, tinha especial aptidão para convenceras entidades recalcitrantes, embora não as convencessede todo, relativamente aos deveres espirituais. Sabiaelucidar os médiuns, formar as sessões práticas,transmitir verbalmente os ensinamentos recebidos.
Surgiam obsidiados? Lá estava o Severiano comba-tendo os agentes da discórdia, esclarecendo obses-sores infelizes.
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Entretanto, o poderoso doutrinador, além de profundamente arbitrário em seus modos de agir,parecia comprazer-se em certas irregularidades davida. Se algum companheiro se aproximava, pruden-temente, e lhe falava dos perigos que semelhantesituação poderia acarretar, Severiano dava deombros e interrogava: “Ora, mas que tem isso? Sãofutilidades da existência humana. A verdade é quenunca me viram faltar aos deveres para com aDoutrina. Compareço pontualmente às reuniões,não me furto ao trabalho de esclarecimento dosirmãos perturbados, nem me nego ao concurso fra-ternal nas atividades mais pesadas do nosso grupo.
O nosso amigo tinha os seus casos tristes, suas situações escabrosas, mas continuava impávido noarrojo da pregação.
Não faltava às sessões, mas esquecia a família; doutrinava os Espíritos mais cruéis; entretanto, ale-gava não tolerar a esposa que Deus lhe havia con-fiado, porque não pudera compreender o Espiritismoà sua maneira; preparava bem os médiuns; contudo,não se interessava pelos filhos como devia.
E era um companheiro valente o Severiano.
Sabia animar, corrigir, resolver problemas difíceis,lançar incentivos eficazes.
Os anos passaram sobre o quadro de seus ser- viços e o ardoroso doutrinador foi chamado à esferaespiritual.
O IRMÃO SEVERIANO
Em virtude de seus conhecimentos, relativa- mente à Doutrina, Severiano percebeu que não maispertencia ao número dos adormecidos na carne. Es-tava plenamente convencido da transição fenomêni-ca da morte do corpo. No entanto, como no planoinvisível cada criatura somente poderá ver através daluz que acendeu na própria alma, o grande propa-gandista dos princípios doutrinários, com imensasurpresa, não encontrou os amigos espirituais comque contava, não obstante o esforço de todos em seufavor. Viu-se sem rumo, entre sombras e paisagensconfusas. Ao contrário de suas ilusões no período deatividades que lhe antecedera ao desprendimento domundo, começou a refletir mais seriamente na vidaparticular que a esponja do tempo havia absorvido.
Revia, agora, os mínimos detalhes das ocorrênciaspequeninas. Ter-se-ia portado bem nessa ou naquelacircunstância? A consciência dizia-lhe que não, queficaram muitas tarefas por fazer, em virtude da defi-ciência de seu esforço, sempre tão pronto para en-sinar aos outros.
À medida que se escoavam os dias, observava a multiplicação dos remorsos e dores íntimas. O pobreamigo não sabia como explicar o seu mal-estar, qualo motivo da paisagem escura que o cercava.
Certo dia, Severiano chorou como criança, nas súplicas que procurou elevar a Deus. Lembrouas reuniões em que ensinara austeras disciplinas, via-se à frente das entidades perturbadas que se comu-nicavam, e recordava as exortações que lhes dirigiacorajosamente.
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Severiano chorou. É verdade que, como ho- mem, havia errado muito, fugindo aos trabalhos pró-prios de sua vida; no entanto, devotara-se à Doutrinados Espíritos, espalhara consolações e conselhos. Nes-se instante, uma sincera compunção parecia arreba-tá-lo a lugar diferente. Viu-se numa paisagem maisleve, à frente de uma Entidade de semblante divino,que o contemplava carinhosamente.
Benício Fernandes era assíduo freqüen- tador de um grupo espiritista, mas nunca se furtaraà enorme contrariedade por não participar da visãodireta dos quadros movimentados da esfera invisível.
Desejava, ardentemente, os dons mediúnicos maisavançados. Fazia inúmeros exercícios para obtê-los.
Iniciavam-se os trabalhos habituais e lá estava onosso amigo em profunda concentração, ansiosopor surpreender as visões reveladoras. Tudo, porém,em torno do seu mundo sensorial, era expectação esilêncio. Terminada a reunião, ouvia, velando a pró-pria mágoa, certas descrições de alguns companhei-ros. Este observara a presença de Espíritos amigos,aquele contemplara maravilhoso quadro simbólico.
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Falava-se de mensagens, de painéis, de luzes entre-vistas. Dentre os visitantes comuns, de passagem pe-lo grupo, surgiam preciosos casos de fatos vividos.
Havia sempre alguém a comentar um acontecimen-to inesquecível, de sabor doutrinário, ocorrido noseio da família. Benício não conseguia disfarçar ainveja e o desgosto e despedia-se, quase bruscamen-te, nervoso, fisionomia estranha e taciturna, paraentregar-se em casa a pensamentos angustiosos.
Por que razão não conseguia perceber as manifestações do plano espiritual? Seria justo acom-panhar o esforço dos companheiros, quando, a seuver, se sentia desatendido em suas necessidades? A coisa ia assumindo caráter de terrível obses- são. Nosso amigo não mais ocultava o mal-estar ínti-mo. Se alguém, depois de uma prece, o interrogavasobre as observações próprias, esclarecia em tomdesabrido: “Nada vi, nada sinto. Acredito que souuma pedra!.”.
Aquelas atitudes revelavam profunda desespera- ção aos companheiros preocupados. A situaçãoagravava-se cada vez mais, quando, uma noite,Benício sonhou que aportava ao mundo espiritual,convocado por um amigo desejoso de receber suasnotícias diretas. Na paisagem de intraduzível beleza,o desvelado mentor abraçou-o e cogitou das suasamarguras. O pobre homem estava deslumbradocom o que via, sem encontrar meio de expressar asensação de gozo que lhe ia na alma; todavia, res-pondeu sem hesitação: A VIDÊNCIA ESQUECIDA
— Meu grande benfeitor, não me posso quei- xar das minhas lutas terrenas, mas não devo ocultarminha grande mágoa.
A respeitável entidade fez um gesto interro- — Desgraçadamente, para mim, embora par- ticipe dos esforços de uma nobre agremiação deestudos evangélicos, nunca vi os Espíritos!.
— Mas não estás com a luta temporária da ce- gueira! — objetou o amigo venerando, afavelmente.
— Esqueces, acaso, que teu plano de trabalho estáigualmente povoado de Espíritos em diversos grausda ascensão evolutiva?!. Crês, porventura, que oshabitantes da Terra sejam personalidades estranhas àcomunidade universal?.
choque. Aquela interpretação inesperada lhe des-norteava os pensamentos. Como desejasse retificaro engano de suas cogitações, acentuou com algumdesapontamento: — Sinto ânsia ardente de contemplar os Espí- ritos protetores, beijar-lhes as mãos todos os dias,manifestando-lhes meu reconhecimento.
— Esqueceste tua velha mãezinha? — pergun- tou o mentor solícito. — Há quanto tempo não terecordas de orar com ela, osculando-lhe as mãos cari-nhosas? Acreditas, talvez, que os cabelos brancosdispensam os carinhos? E teu tio, esgotado nos tra-balhos mais grosseiros do mundo, por ajudar tua REPORTAGENS DE ALÉM-TÚMULO
mãe na viuvez? Olvidaste, Benício, esses Espíritosprotetores de tua vida? O discípulo da Terra experimentou frio cor- ao desejo de entrar em contato com as nobres enti-dades que nos dirigem as tarefas e conhecer-lhes ossuperiores desígnios.
— Não recordas teu chefe de trabalho diário? — interrogou o benfeitor venerável. — Ele é umbom Espírito dirigente. Supões que a tua oficina e asua administração estivessem no mundo, a esmo?Não desdenhes a possibilidade de integrares eleva-dos programas de ação do teu diretor de trabalhosterrestres. Auxilia-o com a boa vontade sincera.
Antes de examinar-lhe as decisões com pruridos decrítica, procura algum meio de contribuir com o teuesforço, honrando-lhe os propósitos.
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER nasceu em Pedro Leopoldo (MG), no dia 2 de abril de 1910, onderesidiu até dezembro de 1958, quando se transferiupara Uberaba (MG).
Médium de atividade ininterrupta, tornou-se reconhecido como o mais expressivo trabalhador daSeara Espírita nos campos da atividade mediúnica,assim como da assistência e promoção social e espi-ritual do ser humano.
Sua produção psicográfica ultrapassou os 400 títulos, dos quais 88 publicados pela FEB.
Pelas suas nobres realizações recebeu inúmeras homenagens tanto do povo como dos órgãos públi-cos, tendo sido eleito, em 2000, o “Mineiro doSéculo XX”, em pesquisa realizada junto à populaçãodo estado de Minas Gerais.
Desencarnou em 30 de junho de 2002, deixan- do a todos uma vida exemplar de amor ao próximo.
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O AUTOR ESPIRITUAL, quando encarnado, foi poeta, contista, crítico e cronista consagrado.
Membro da Academia Brasileira de Letras aos 33anos de idade, foi escolhido, em memorável concur-so público, “Príncipe dos Prosadores Brasileiros”.
Sua produção literária atingiu cerca de 40 títulos,além de copiosa colaboração, esparsa em jornais erevistas.
mundo dos Espíritos, já em 26 de junho de 1937,transmitia através do médium Francisco CândidoXavier a sua primeira obra Crônicas de Além-túmulo.
A esta se seguiram: Brasil, Coração do Mundo, Pátriado Evangelho, editada pela FEB em 1938; Novas Men-sagens, em 1940; Boa Nova, em 1941 e Reportagensde Além-túmulo, em 1943.
A partir de 1945, após a sentença no rumoroso processo que se tornou conhecido como “O CasoHumberto de Campos”, passou a usar o pseudôni-mo de Irmão X, sendo lançados pela FEB a partir deentão: Lázaro Redivivo, em 1945; Luz Acima, em1948; Pontos e contos, em 1951; Contos e apólogos,em 1958; Contos desta e doutra Vida, em 1964;Cartas e crônicas, em 1966; e Estante da Vida, em1969.

Source: http://onlineshop.com.br/febnet/down/Reportagens_de_Alem_tumulo.pdf

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Artikel mifegyne profa magazin juli 2008

www.fpz-berlin.de Medikamentöser Schwangerschaftsabbruch (mSAB) Auszug aus: Der Schwangerschaftsabbruch im ersten Trimenon, Autoren: Jutta Sidor und Christiane Tennhardt, CME Praktische Fortbildung, 3/2007, S. 68-81, mit freundlicher Genehmigung des Akademus-Verlages, www.akademus.de/gyn Rechtlicher Rahmen Das Medikament Mifepriston/RU 486 (Mifegyne®) ist seit 1999 durch das BfArM i

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