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Pos_2011_

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM FILOSOFIA
Disciplina: FCF 811 Filosofia e Literatura II
Créditos: 3 (45h/aula)
Período: 2011.1º
Horário: 5ª. 13:30 às 16:30 – Sala 320-A
Professor: Susana de Castro
Programa:

Na Poética (1453b 11-12), Aristóteles afirma que o poeta dramático “deve procurar [provocar no espectador] apenas o prazer inerente à piedade e ao terror, provocados pela imitação (.)”. A indagação central deste curso parte dessa sugestão de Aristóteles de que o drama deve provocar um prazer inerente ao terror (phobos)”. O objetivo deste curso, portanto, é investigar a noção de ‘terror’ enquanto categoria central da estética. No Retrato do artista enquanto jovem, James Joyce descreve através do personagem principal Stephen qual seria a definição de terror e piedade: “Aristotle has not defined pity and terror. I have. I say (…) --Pity is the feeling which arrests the mind in the presence of whatsoever is grave and constant in human sufferings and unites it with the human sufferer. Terror is the feeling which arrests the mind in the presence of whatsoever is grave and constant in human sufferings and unites it with the secret cause”. (Random House, p. 239).i A única diferença, portanto, entre os efeitos da piedade e do terror, segundo Joyce, seria que enquanto a primeira une o espectador ao sofredor, a segundo o une à ‘causa secreta’. Que causa secreta é essa? Seguindo Campbell (O herói de mil faces, 2007, p.32), acredito que a ‘causa secreta’ à qual se refere Joyce seria “o mistério do desmembramento, que se configura como vida no tempo”. Com pouquíssimas exceções não há final feliz nas tragédias, pois o final feliz seria inverossímil, uma falsa imitação. Só há um ‘final’ no mundo: “morte, desintegração, desmembramento e crucificação de nossos corações com a passagem das formas que amamos”. Como essa ‘causa secreta’, isto é, o desmembramento final e o afastamento, pode provocar ‘prazer’ estético? Isso não seria um contrassenso? Em, Uma investigação filosófica sobre a origem de nossas ideias do sublime e do belo (1993), Edmund Burke (1729-1797), descreve a emoção provocada pelo ‘terror’ como fonte do sublime. Considerando que a fonte do terror não é imediata, mas mediada, isto é, o espectador sabe que o que ocorre em cena não é ‘real’, “as ideias de dor e perigo são muito mais poderosas do que as provém do prazer. (.); mas quando [o perigo ou dor] são menos prováveis e de certo modo atenuadas, podem ser – e são – deliciosas, como nossas experiências diárias nos mostra” (p. 48). Uma peça com final feliz, penso, diria Burke, não provoca uma emoção sublime, porque o ‘prazer’ hedonista não tem a mesma intensidade do ‘prazer’ da dor e do perigo. UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM FILOSOFIA
Meu objetivo neste curso será investigar justamente este ‘sublime do horror’ gerado pela dor e sofrimento na arte. Ao contrário de Aristóteles, para quem o poeta só conseguiria provocar o sentimento de piedade e de terror na medida em que projetasse em sua poesia uma unidade de ação e de tempo, ou seja, somente através da ação descrita pela poesia dramática isso seria alcançado, penso que a prosa romântica que não segue a estrutura da unidade teatral, ou seja, que não segue os critérios da unidade de tempo, e amplia a unidade de ação, tornando-a muito mais multifacetada do que no drama, também consegue provocar esses sentimentos.
Tolstói inicia seu romance Anna Kariênina afirmando: “Todas as famílias felizes se
parecem entre si; as infelizes são infelizes cada uma à sua maneira.”
Penso que os romancistas russos, Tolstói e Dostoiévski, herdaram essa pulsão grega
pelo sublime no terror, como diria Burke, ou pela causa secreta, como diria Joyce.
Gostaria de analisar dois de seus romances. Anna Kariênina e Crime e Castigo à luz da
hipótese de Burke acima exposta, segundo a qual a emoção da dor e do sofrimento é
mais intensa do que a do prazer hedonista --, ao contrário de Burke, diria que sentimos,
sim, prazer com o drama trágico (conquanto que saibamos é claro que se trata de uma
ficção, e isso é muito importante!), mas é um prazer de uma qualidade distinta do prazer
puramente hedonista.
Bibliografia primária:
Tolstói, Liev. Anna Kariênina. Trad. Rubens Figueiredo. Ed. Cosac&Naiv, 2005.
Dostoiévski, Fiódor. Crime e castigo. Trad. Paulo Bezerra. Ed. 34, 2003.
Aristóteles. Poética. Trad. Eudoro de Souza. Casa da Moeda.
Steiner, George. Tolstói ou Dostoiévski, um ensaio sobre o velho criticismo. Trad. Isa
Kopelman. Perspectiva, 2006.
Hugo, Victor. Do grotesco ao sublime – prefácio de Cromwell. Trad. Célia Berrettini.
Perspectiva, 2010.
Burke, Edmund. Uma investigação filosófica sobre a origem de nossas ideias do
sublime e do belo
. Trad. Enid Abreu Dobránszky. Papirus, 1993.
Bibliografia secundária:
Alves Júnior, Douglas Garcia (org.). Os destinos do trágico, arte, vida, pensamento.
Autêntica, 2007.
Duarte, Rodrigo & Figueiredo, Virginia (org.) Mimesis e expressão. UFMG, 2001.
Longino. Do sublime. Martins Fontes, 1996.
Forma(s) de avaliação: Trabalho final
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM FILOSOFIA

i “A piedade é o sentimento que toma conta da mente na presença de tudo o que é grave
e constante nos sofrimentos humanos e que a une ao sofredor humano. O terror é o
sentimento que toma conta da mente na presença de tudo o que é grave e constante nos
sofrimentos humanos e a une com a causa secreta”.




UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM FILOSOFIA

Disciplina: FCF-803 Estética Contemporânea II
Créditos: 3 (45h/aula)
Período: 2011.1º
Horário: 5ª feira – 13:00 as 16:00 – Sala 314
Professor: Filipe Ceppas
Programa: A questão do sujeito em Foucault, Deleuze e Derrida. A "dissolução" da
dicotomia sujeito-objeto é central para a filosofia contemporânea. Iremos avaliar esta
dissolução e as reconfigurações da noção de sujeito propostas pelos autores. Uma
questão irá nos interessar mais de perto: quais as implicações dessa dissolução e dessas
reconfigurações para as relações entre arte, aprendizagem e filosofia? Nossas análises
seguirão sobretudo os diálogos que Foucault, Deleuze e Derrida estabeleceram com
Kant e Freud. A partir daí, e de um certo apagamento das fronteiras entre filosofia e
arte, iremos explorar (sobretudo com Deleuze, Guattari e Rancière) um conceito de
aprendizagem capaz de responder aos nossos desafios pedagógicos e políticos mais
urgentes (estes poderiam ser resumidos como implicando uma exigência- necessidade
de constituição de um "modo de vida filosófico-libertário"?).

Bibliografia Básica
(Serão utilizados cerca de três artigos ou capítulos de cada autor
como textos de referência para as aulas, começando com "Para além do princípio do
prazer" de Freud. O restante da bibliografia é de leitura opcional)
DELEUZE, Gilles. Diferença e Repetição, Trad. Roberto Machado e Luiz Orlandi,
DELEUZE, Gilles. Empirismo e subjetividade. São Paulo: 34 Letras, 2001. DELEUZE, Gilles. Foucault. Trad. Claudia Sant’Anna Martins. São Paulo: Ed. DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Felix. O anti-édipo, capitalismo e esquizofrenia, Lisboa: Assírio e Alvim, trad. Joana Moraes Varela e Manuel Maria Carrilho, 1966. DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Felix. Mil Platôs, 5 vols. São Paulo, Ed. 34, 1997. DERRIDA, Jacques. Trad. Renato Janine Ribeiro. Gramatologia, São Paulo: Perspectiva, 1973. DERRIDA, Jacques. A escritura e a diferença, Trad. Perola de Carvalho et. al. São DERRIDA, Jacques. Margens da Filosofia. Porto: Rés, s/d. DERRIDA, Jacques. O cartão-Postal. De Sócrates a Freud e além. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, Trad. Simone Perelson, 2007. FOUCAULT, Michel. As Palavras e as Coisas, São Paulo: Martins Fontes, 1995. FOUCAULT, Michel. Ditos e Escritos, 5 vols. Rio de Janeiro: Forense Univ. 2002- FOUCAULT, Michel. História da Loucura na Idade Clássica, Trad. J.T.Coelho Netto, FREUD, Sigmund. Obras completas, Vols 14 e 18. São Paulo: Cia. das Letras, Trad. UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM FILOSOFIA
RANCIÈRE, J. A partilha do sensível, estética e política, São Paulo: editora 34, 2005. RANCIÈRE, J. Le spectateur émancipé, Paris: La Fabrique éditions, 2008. RANCIÈRE, Jacques. O Mestre Ignorante. Belo Horizonte: Autêntica, 2002. Forma(s) de avaliação: Participação em aula e trabalho monográfico.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM FILOSOFIA

Disciplina: FCF 816 Teoria da Verdade II
Créditos: 3 (45h/aula)
Período: 2011.1º
Horário: sexta-feira 15h/18h – Sala 314
Professor: Jean-Yves Beziau
Programa: Teoria da Negação
Neste curso examinaremos os vários aspetos da negação, de um ponto de visto lógico-
filosófico. Nos estudaremos negação classica, negação paraconsistente, negação
paracomplete. Nos veremos em que propriedades a negação pode se decompor:
princípio de non-contradição, do terceiro excluído, do ex-falso sequitur quodlibet, da
dupla negação. Nos desenvolveremos tambem uma teoria geral da negação, apoiada em
particular sobre o quadrado das oposições e generalizações dele.
Bibliografia:
• J.-Y.Beziau, W.A.Carnielli e D.Gabbay (eds), Handbook of Paraconsistency, • J.-Y.Beziau e G.Payette (eds), New perspectives on the square of opposition, • Newton da Costa, Ensaio sobre os fundamentos da lógica, Hucitec, São Paulo, 2 • Laurence Horn, A natural history of negation, University of Chicago Press,

Forma(s) de avaliação
: artigo

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM FILOSOFIA

Disciplina: FCF 849 Ética Aplicada II
Créditos: 3 (45h/aula)
Período: 2011.1º
Horário: 3ª feira 14h00/17h00 – Sala
Professor: Maria Clara Dias
Programa: O CONCEITO DE PESSOA (continuação)

O curso visa compatibilizar as investigações acerca do agente moral e político com uma
perspectiva materialista/naturalista da mente e do mundo.
Neste sentido, serão analisados, em primeiro lugar, os pressupostos básicos de uma
perspectiva naturalista. Em seguida, serão analisadas algumas
das propriedades apontadas na tradição filosófica como definitoras do agente moral e
examinada a possibilidade de resgatá-las no cerne de uma
perspectiva naturalista. Como corolário, o curso pretendo analisar as conseqüências da
adoção do modelo naturalista proposto para resolução dos
principais desafios enfrentados no âmbito da bioética e da filosofia política.

Bibliografia proposta (não definitiva):

Dennett, Daniel (1996) Kinds of Minds: Toward an Understanding of Consciousness,
Science Master Series, 1996
Dias, Maria Clara (2003) “Considerações acerca do conceito de pessoa”. In Sujeito e
Identidade Pessoal, Mariana Claudia Broens e Carmem Beatriz Milidoni (Ed.). São
Paulo: Cultura Acadêmica. 153-170.
Dias, Maria Clara, (2006) “Identidade Humana e Pessoal: uma perspectiva naturalista
da moralidade”. In Episteme, 26, 2, 15-25.
Dworkin, Ronald (2000) Sovereign Virtue: The Theory and Practice of Equality.
Cambridge, Mass.: Harvard University Press.
Frankfurt, Harry (1971) “Freedom of the Will and the Concept of a Person”, The
Journal of Philosophy 68.
Hawthorn, G. (1987) The Standard of Living. Cambridge: Cambridge University Press.
Nussbaum, M. e A. Sen (1993) The Quality of Life. Oxford: Clarendon Press.
Raz, Joseph (1999) Engaging Reason: on the theory of value and action. Oxford:
Oxford University Press.
Rockwell, W.Teed (2005) Neither Brain nor Ghost, Cambridge, Mass: The MIT Press.
Sen, Amartya (1992) Inequality Re-examined. Oxford: Clarendon Press.
Singer, Peter (1993) Pactical Ethics. Cambridge: Cambridge University Press.
Strawson, P. F. (1959) Individuals. Londres: Routledge.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM FILOSOFIA

Disciplina: FCF 853 Ética, Política e Direito
Créditos: 3 (45h/aula)
Período: 2011.1º
Horário: 4ª. 15:00 às 18:00
Professor: Prof. Aquiles Cortes Guimarães
Programa: Mundo dos objetos e mundo da ação
O objetivismo das tecnociências e a crise dos sentidos da ação ético-politica.
Juridicidade e eticidade no contexto de renovação do papel da razão.
Bibliografia básica:

1. Husserl, Edmund. Europa: crise e renovação. Tradução de Pedro M. S. Alves e
Carlos Aurélio Morujão. Lisboa: Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa, 2006.
Artigos para a revista Kaizo e A Crise da Humanidade Européia e a Filosofia.
--------------. A crise das ciências européias e a fenomenologia transcendental. Tradução
de Diogo Falcão Ferrer. Lisboa: Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa, 2008.
2. Kant, Immanuel. A metafísica dos costumes. Tradução de José Lamego. Lisboa:
Fundação Calouste Gulbenkian, 2005.
Forma de avaliação: monografia orientada.

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM FILOSOFIA

Disciplina: FCF 850 Metaética e a Linguagem da Moral II
Créditos: 3 (45h/aula)
Período: 2011.1º
Horário: 6ª feira 10h00/13h00 – Sala
Professor: Fernando Rodrigues
Programa:
O curso abordará, das perspectivas histórico-filosófica e sistemática, o fenômeno da
fraqueza da vontade. Serão abordadas posições clássicas da História da Filosofia, como
a presente no diálogo Protágoras de Platão, a aristotélica e a tomista. Discutir-se-ão
também as teses de Davidson e de seus críticos. Será dada especial atenção à distinção
entre os fenômenos da fraqueza da vontade e da auto-ilusão.
Participarão como docentes no curso as pós-doutorandas Carla Lobo e Cláudia Passos.
Bibliografia:
CHARLTON, W.: Weakness of Will - A Philosophical Introduction, Basil Blackwell,
Oxford, 1988
DAVIDSON, D.: Essays on Actions and Events, Clarendon Press, Oxford, 1980
GOSLING, J.: Weakness of the Will, Routledge, Londres, 1990
STROUD, S. (org.): Weakness of Will and Practical Irrationality, OUP, Oxford, 2003

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM FILOSOFIA

Disciplina: FCF 802 Estética Moderna II
Créditos: 3 (45h/aula)
Período: 2011.1º
Horário: 5ª feira 09h00/12h00 – Sala
Professor: Fernando Rodrigues
Programa:
O curso consiste em uma análise da obra A Crise das Ciências Européias e a
Fenomenologia Transcendental
, de E. Husserl. Seguir-se-á o percurso do próprio livro
de Husserl, dando-se especial ênfase à seção A da terceira parte, “O caminho em
direção à filosofia transcendental ao se questionar a partir do mundo da vida pré-dado”.
O conceito de mundo da vida ocupará papel central nas análises desenvolvidas ao longo
do curso.
Participará como docente no curso o doutorando Thiago Cabrera.
Bibliografia Primária:
HUSSERL, E.: A Crise das Ciências Européias e a Fenomenologia Transcendental
Bibliografia Secundária:
BRAND, G.: Die Lebenswelt - Eine Philosophie des konkreten Apriori, Walter de
Gruyter, Berlin, 1971
JANSSEN, P.: Geschichte und Lebenswelt - Ein Beitrag zur Diskussion von Husserls
Spätwerk
, Martinus Nijhoff, Haia, 1970

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM FILOSOFIA


Disciplina: FCF 836 Tópicos da Historia da Filosofia Contemporânea IV
Créditos: 3 (45h/aula)
Período: 2011.1º
Horário: 5ª feira 10h00/13h00 – Sala 307-A
Professor: Gilvan Luiz Fogel
Programa:
O curso constará da leitura e interpretação do parágrafo 76 de "Ser e Tempo" (Segunda
seção, cap. 5), intitulado "A origem existencial da historiografia a partir da historicidade
da presença". Na sequência, também nos ocuparemos com a segunda intempestiva, de
Nietzsche, intitulada "Da vantagem e da desvantagem da historiografia para a vida".
Bibliografia:
Forma de avaliação:
trabalho.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM FILOSOFIA

Disciplina: FCF 837 Tópicos da História da Filosofia Contemporânea V
Créditos: 3 (45h/aula)
Período: 2011.1º
Horário: 4ª feira 13h00/16h00 – Sala 320-
Professor: Guilherme Castelo Branco
Programa:
Disciplina, norma, segurança e governamentalização no ‘último Foucault”.
Bibliografia

FOUCAULT, M. – Sécurité, territoire, population. Paris: 2004. Gallimard/Seuil.
Dits et Écrits(vol IV). Paris: 1994. Gallimard

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM FILOSOFIA

Disciplina: FCF-833 Tópicos da História da Filosofia Moderna IV
Créditos: 4 (60h/aula)
Período: 2011.1º
Horário: 14:00h – 17:00h – Sala 325 B
Professor: Franklin Trein
Programa:

O curso tem por objetivo percorrer a história da filosofia conduzido pelo desdobramento do problema da dialética. Sabidamente, a questão da dialética já está presente na Antiguidade. Partiremos da concepção de dialética entre os filósofos gregos, especialmente de Platão, onde o conceito toma o conteúdo de “diálogo”, mas não só. Nos deixaremos conduzir pela evolução da discussão sobre a dialética até o século XX, dando ênfase especial a duas contribuições: a de Hegel e a de Marx e os marxistas. Uma questão sempre lembrada, mas enfrentada de forma insuficiente concentrará o interesse do curso no seu encerramento: a dialética no âmbito das ciências
da natureza. Os conhecimentos alcançados no final do século XX permitem um fértil
debate sobre o problema.
Bibliografia primária:

Platão - Os diálogos “Crátilo”, “Sofista” e “Teeteto”
Aristóteles – “Retórica”, “Sobre a Alma”
Os Pré-Socráticos, especialmente Parmênides, será examinado no texto crítico de H.
Diels, Die Fragmente der Vorsokratiker e ainda no texto de von Armin, Zenan un seine
Schüller
.
Kan - Crítica da Razão Pura
Hegel - Fenomenologia do Espírito e Ciência da Lógica
Marx - Cartas a Kugelmann, Cartas a Schwetzer, Grundrisse e O Capital, I
Engels - Anti-Dühring e Dialética da Natureza
Lenin - Cadernos Filosóficos
Mao - Sobre a contradição
Bibliografia secundária:
Serão consideradas ainda as contribuições de Lukás, Marcuse, Lefèbvre e Sartre.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM FILOSOFIA

Os textos que tratam da dialética e as ciências da natureza na segunda metade do séc.
XX serão indicados ao logo do curso.
Forma(s) de avaliação:
Apresentação de um trabalho escrito versando sobre algum conteúdo do curso


UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM FILOSOFIA

Disciplina: FCF 821 Consciência Fenomenal II
Créditos: 3 (45h/aula)
Período: 2011.1º
Horário: 3ª f. 14:00 – 17:00 h – Sala 319
Professor: Wilson Mendonça
Conhecimento Fenomenal

Programa:

As principais questões da filosofia da mente são o problema da causação mental e o
problema da consciência. Este é formulado em termos das características “fenomenais”
ou “qualitativas” dos estados mentais conscientes, isto é, em termos dos qualia aos
quais nós teríamos um acesso cognitivo privilegiado. Muitos filósofos consideram que o
problema da consciência é o “problema difícil” (Chalmers) da filosofia da mente. Como
é possível compatibilizar o ponto de vista monista materialista com a suposição de que
existem qualia? E como devemos conceber o conhecimento dos qualia? O curso
examina algumas contribuições recentes para o debate sobre a metafísica e a
epistemologia dos estados mentais conscientes.
Bibliografia primária:

Alter, Torin e Sven Walter (2008). Phenomenal Concepts and Phenomenal Knowledge:
New Essays on Consciousness and Physicalism. Oxford: Oxford University Press. Chalmers, David (2010). The Character of Consciousness. Oxford: Oxford University Tye, Michael (2009). Consciousness Revisited: Materialism without Phenomenal Concepts. Cambridge, MA: The MIT Press.
Bibliografia secundária:
Forma(s) de avaliação:

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM FILOSOFIA

Disciplina: FCF 850 Metaética e a Linguagem da Moral II
Créditos: 3 (45h/aula)
Período: 2011.1º
Horário: 5ª f. 14:00 – 17:00 h – Sala 319
Professor: Wilson Mendonça
Internalismo e Externalismo na Metaética e na Teoria da Racionalidade Prática

Programa:

O objeto do curso é constituído por avaliações recentes da tese do internalismo
motivacional e da tese do internalismo de razões. A primeira tese afirma a existência de
uma conexão necessária entre juízos morais, por um lado, e motivações para agir, por
outro. A relação de dependência assimétrica entre as razões objetivas para agir válidas
para um agente e os elementos do conjunto motivacional atual (os “desejos”) do agente
é o objeto da segunda tese. A relevância das reformulações das teses e antíteses em
questão, bem como das sutis distinções propostas recentemente é mais ou menos óbvia
para quem está interessado no debate metaético.
Bibliografia primária:

Bedke, Matthew S. (2009). “Moral judgment purposivism: Saving internalism from
amoralism.” Philosophical Studies 144, pp. 189–209. Björnsson, Gunnar e Francén, Ragnar (2010). “Internalists Beware—We Might All Be Cuneo, Terence C. (1999). “An Externalist Solution to the ‘Moral Problem.’ ” Philosophy and Phenomenological Research 59, pp. 359-380. Francén, Ragnar (2007). “Absolutists can do it too—de dicto internalism.” In Metaethical relativism: Against the single analysis assumption. Göteborg: Acta Universitatis Gothoburgensis (http://hdl.handle.net/2077/8505). —— (2010). “Moral Motivation Pluralism.” Journal of Ethics 14, pp. 117–148. Greenberg, Mark (2009). “Moral Concepts and Motivation.” Philosophical Perspectives Kauppinen, Antii (2008). “Moral Internalism and the Brain.” Social Theory and Lenman, James (1999). “The externalist and the amoralist.” Philosophia: Philosophical Quarterly of Israel 27, pp. 441–457. Smith, Michael (2002). “Evaluation, Uncertainty and Motivation.” Ethical Theory and Stout, Rowland (2004). “Internalising Practical Reasons.” Proceedings of the Aristotelian Society. Blackwell pp. 229-243. Strandberg, Caj (2007). “Externalism and the Content of Moral Motivation.” UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM FILOSOFIA
Svavarsdóttir, Sigrun “1999). “Moral cognitivism and motivation.” The Philosophical Tresan, Jon (2006). “De dicto internalist cognitivism.” Nous 40, pp. 143–165. —— (2009a). “Metaethical internalism: Another neglected distinction.” The Journal of —— (2009b). “The challenge of communal internalism.” The Journal of Value Inquiry Wallace, R. Jay (2009). “The publicity of reasons.” Philosophical Perspectives 23, pp. Wedgwood, Ralph (2004). “The metaethicists’ mistake.” Philosophical Perspectives 18,
Bibliografia secundária:
Forma(s) de avaliação:


UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM FILOSOFIA

Disciplina: FCF 839 Tópicos de História da Filosofia no Brasil III
Créditos: 3 (45h/aula)
Período: 2011.1
Horário: 4ª de 9:00 às 12:00 – Sala - 325 C
Professor: Cerqueira
A Filosofia como Ciência do Espírito no Brasil

No âmbito da filosofia brasileira do século XIX, particularmente no contexto do
combate ao cientificismo enquanto tentativa de aplicação do modelo das ciências da
natureza às ciências humanas, Farias Brito, desenvolvendo teses de Tobias Barreto, faz
a crítica da psicologia científica ou experimental, propondo, de maneira independente,
mas muito próxima à de Husserl, um método para atender à especificidade do psíquico.
FORMAS DE AVALIAÇÃO
Prova e/ou trabalho e/ou seminários.
BIBLIOGRAFIA PRIMÁRIA
BRITO, Raimundo de Farias. O mundo interior, §89.
(http://textosdefilosofiabrasileira.blogspot.com/2008/07/o-mundo-interior-89.html)
CERQUEIRA, Luiz Alberto. Maturidade da Filosofia Brasileira: Farias Brito. In: Brito,
Raimundo de Farias. O mundo interior. Lisboa: INCM, 2004.
(http://filosofiabrasileiracefib.blogspot.com/2008/06/luiz-alberto-cerqueira-filosofia-
e.html)
HUSSERL, E. Investigações lógicas V, I. Tradução de Pedro M. S. Alves et alia.
Lisboa: Nijhoff/Universidade de Lisboa, 2007, pp. 376-398.
BIBLIOGRAFIA SECUNDÁRIA
ALMADA, Leonardo F. A idéia de filosofia como ciência do espírito no Brasil. Rio de
Janeiro: UFRJ, 2009. (http://textosdefilosofiabrasileira.blogspot.com/2009/03/ideia-de-
filosofia-como-ciencia-do.html)
STURM, Fred Gillette. O Significado Atual do Pensamento Britiano. Anais do IV
Congresso Nacional de Filosofia
. São Paulo-Fortaleza: IBF, 1962.
(http://textosdefilosofiabrasileira.blogspot.com/2008/06/o-significado-atual-do-
pensamento.html
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM FILOSOFIA

Disciplina: FCF-821 Consciência Fenomenal II
Créditos: 3 (45h/aula)
Período: 2011.1º
Horário: 5ª feira, das 16:30hs às 19:30hs – Sala 307-A
Professor: Rafael Haddock-Lobo
Programa:
O objetivo do curso é tratar da noção de “experiência” no pensamento de Jacques
Derrida, sobretudo a partir dos quase-conceitos “rastro” e “espectro”. Em suma, se a
partir do pensamento da desconstrução o real passa a ser compreendido como “o que
escapa”, como então podemos falar de experiência senão de modo espectral?
Bibliografia primária:
. DERRIDA, J.
Espectros de Marx: o Estado da dívida, o trabalho de luto e a nova
Internacional
. Rio de Janeiro: Relume-Dumará, 1994.
. DERRIDA, J. Gramatologia. São Paulo: Perspectiva, 1999.
Bibliografia secundária:
. DERRIDA, J.
Margens da filosofia. Campinas: Papirus, 1991.
. DERRIDA. J. A voz e o fenômeno. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1994.
. LÉVINAS, E. Descobrindo a existência com Husserl e Heidegger. Lisboa: Instituto
Piaget, 1997.
Forma(s) de avaliação:
Trabalho de fim de curso com tema relacionado ao curso.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM FILOSOFIA

Disciplina: FCF-834 Tópicos da História da Filosofia Moderna V
Créditos: 3 (45 h/aula)
Período: 2011/1º
Professor: Celso Azar
Horário: 6ª feira – 16h00 às 19h00 – 316
Título: Montaigne e a filosofia: virtude e conhecimento nos Ensaios.
Programa:
O curso tem como objetivo investigar a relação entre as noções de conhecimento,
filosofia e virtude nos Ensaios de Montaigne.
Bibliografia básica:
MONTAIGNE, M. de. Les Essais (edição Villey-Saulnier). Paris: PUF, várias edições.
Esta edição, entre outros estados e traduções do texto, pode ser consultada on-line no
sítio da Montaigne Studies (http://humanities.uchicago.edu/orgs/montaigne/).
As traduções mais fáceis de encontrar são aquelas de Sérgio Milliet (Pensadores) e a
mais recente de Rosemary C. Abílio (Martins Fontes).
Bibliografia secundária sumária:
AUERBACH. Mimesis. São Paulo: Perspectiva, 1987.
BARAZ, M. L'être et la conaissance selon Montaigne. Tolouse: J. Corti, 1968.
CONCHE, M. Montaigne et la philosophie. Paris: PUF, 1996.
DESAN, P. (Dir.), Dictionnaire de Michel de Montaigne. Paris: Honoré Champion,
2007.
FRAME, D. Montaigne's Essais: a study. Englewood: Prentice-Hall, 1969.
FRIEDRICH, H. Montaigne. Bern: Francke Verlag, 1967.
GONTIER, T. e MAGNARD, P (orgs.) Montaigne. Paris: CERF, 2010.
SÈVE, B. Montaigne. Des règles pour l’esprit. Paris: PUF, 2007.
LANGER, U. (org.) The Cambridge Companion to Montaigne. Cambridge: Cambridge
U. P., 2005.
WINKLEHNER, B. Die Tugenden der antiken Philosophenschulen bei Michel de
Montaigne.
Salzburg: Institut für Romanistik der Universität Salzburg, 1980.
Forma de avaliação: trabalho escrito
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM FILOSOFIA

Disciplina: Teoria do Conhecimento II (FCF – 815)
Créditos: 3 (45 h/aula)
Período: 2011/1º
Horário: 6ª feira, de 17:00 h às 20:00 h Sala 311
Professor: Ricardo Jardim Andrade
Programa:

Compreensão e explicação nas ciências humanas
1) A compreensão no discurso de F. D. E. Schleiermacher; 2) O par conceptual compreensão/explicação na epistemologia de W. Dilthey; 3) A dialética entre compreensão e explicação no pensamento de P. Ricoeur; 4) A “interpretação estrutural” proposta por Cl. Lévi-Strauss. Bibliografia

Fr. D. E. Schleiermacher, Herméneutique. Pour une logique du discours
individuel, trad. fr., Paris: CERF/PUL, 1987 ; - C. Berner, La philosophie de Schleiermacher: “hermeneutique”, “Dialectique” et “Éthique”, Paris: Cerf, 1995. W. Dilthey, Critique de la raison historique. Introduction aux sciences de l’esprit, trad.fr., Paris: CERF, 1988 ; _________, Le monde de l’esprit ( I, II), trad. fr., Paris :Aubier-Montaigne, ___________, “Naissance de l’herméneutique (1900)”, in Écrits d’esthétique, trad.fr., Paris:Cerf, 1994, p. 291-307 ; _________, L’edification du monde historique dans les sciences de l’esprit, trad. fr., Paris: CERF, 1988 ; S. Mesure, Dilthey et la fondation des sciences historiques, Paris: PUF,
1990 ;
________, “Individus et ensembles dans la méthodologie diltheyenne des
sciences sociales”, in Revue internationale de philosophie, vol. 57, nº 226, 4/2003,
Paris, PUF, p. 393-405;
R. Jardim Andrade, « Compreensão e explicação nas ciências do espírito: a
epistemologia de Wilhelm Dilthey”, in L Miranda Hühne (org), Filosofia e
ciência, Rio de Janeiro: UAPÊ, 2008.
P. Ricoeur, De l’interprétation. Essai sur Freud, Paris: Seuil, 1965. UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM FILOSOFIA
________, Le conflit des interprétations. Essais d’herméneutique, Paris: ________, Du texte à l’action. Essais d’herméneutique II, Paris:Seuil, R. Jardim Andrade, “O modelo hermenêutico de reflexão: o diálogo entre filosofia e ciências humanas no pensamento de Paul Ricoeur”, in: A. Lorenzon, C. Góis e Silva (org.), Ética e Hermenêutica na obra de Paul Ricoeur, Londrina: UEL, 2000. _______________, “A razão hermenêutica”, in Ch. Samuel Katz e F.A. Doria (org.), Razão/Desrazão, Petrópolis : Vozes, 1992 Cl. Lévi-Strauss, Les structures élémentaires de la parenté, Paris: PUF, 1949, Reeditado, Paris: Mouton, 1967. _____________, “Introduction à l’oeuvre de Marcel Mauss”, in: M. Mauss, Sociologie et anthropologie, Paris: PUF, 1950. _____________, Anthropologie structurale, Paris: Plon, 1974. _____________, Anthropologie structurale deux, Paris: Plon, 1973. R. Jardim Andrade, Le structuralisme et la question du sujet : la formation du champ sémiologique. Lille :ANRT, 2000 ; _______________, “A antropologia estrutural: uma proposta ética”, in: Temas e textos (Revista do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ), nº1, 1991. UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM FILOSOFIA

Disciplina: FCF-837 Tópicos da História da Filosofia Contemporânea V
Créditos: 3 (45h/aula)
Período: 2011.1º
Horário: 4as, das 13h às 16h Sala 307-A
Professor: André Martins
Programa:
Trata-se de pensar a filosofia por temas, a partir do universo conceitual das filosofias de Spinoza e de Nietzsche. Os temas abordados serão: o corpo e o sujeito, a
filosofia social, e a filosofia no Brasil.
Bibliografia inicial:
SPINOZA, B. Ética. Trad. Tomaz Tadeu. Belo Horizonte: Autêntica, 2010.
NIETSCHE, F. Digitale Kritische Gesamtausgabe Werke e Briefe auf der Grundlage
der Kritischen Gesamtausgabe Werke
. Estabelecimento do texto: Giorgio Colli e
Mazzino Montinari. Berlin/New York, Walter de Gruyter, 1967, e Briefwechsel
Kritische Gesamtausgabe
, Berlin/New York, Walter de Gruyter, 1975. Publicado por
Paolo D'Iorio, disponíveis em: http://www.nietzschesource.org/texts/eKGWB
Forma(s) de avaliação: Trabalho final

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM FILOSOFIA

Disciplina: FCF 844 O conceito de justiça I
Créditos: 3 (45h/aula)
Período: 2011.1º
Horário: 5as das 16 às 19 - Sala
Professor: Susana de Castro
Programa:

Em 1993, vinte e três anos após a publicação de A Theory of Justice, publicado em
1971, John Rawls publica Political Liberalism. Nesta obra, apresenta uma revisão da
teoria da justiça como eqüidade do TJ. Em TJ, Rawls havia apresentado uma nova
teoria contratualista liberal que colocava a virtude da justiça como bem supremo,
anterior a qualquer outro bem; colocava dessa forma o liberalismo sobre outros
fundamentos morais que não os do utilitarismo. Para Rawls, a justiça distributiva desde
que associada aos direitos fundamentais deveria servir de princípio moral de todas as
instituições sociais, pois só assim estaria garantido de alguma forma que os indivíduos
poderiam realizar seus fins particulares. Essa associação da justiça à realização dos bens
particulares e não ao bem comum, levou os chamados ‘comunitaristas’ a acusar a teoria
da justiça distributiva de ser neo-individualista, ou individualista de direito. Segundo
Charles Taylor, há dois níveis de críticas que se pode fazer à teoria de Rawls, um de
caráter ‘ontológico’ e outro de caráter da ‘promoção’. Do ponto ontológico, os
comunitários criticam a pressuposição de que haja um sujeito livre e racional, anterior,
do ponto de vista ontológico, à sociedade. Essa idéia de sujeito moral desencarnado que
está na base da teoria contratualista de Rawls conduz a uma esquizofrenia do sujeito: na
comunidade, em família, ele é um homem comum, que busca o bem para si e para os
seus, e na vida pública ele é um cidadão que deve pautar sua ação pelo critério de
neutralidade e indiferença. No plano da promoção, vigora a impressão de que na TJ o
sujeito moral não tem interesse pelo bem comum, sua vida é pautada apenas pela idéia
da promoção da própria felicidade.
No PL, Rawls procurará rebater a essas duas críticas, tanto a ontológica, quanto a da promoção. Com isso, ele promoverá uma revisão de sua teoria da justiça como equidade, salientando aspectos da moral e da política pública que não estavam presentes no primeiro livro. Ele aproximará aqui seu liberalismo do republicanismo (republicanismo avant la lettre, ou republicanismo cívico liberal). Neste curso almejo tratar, em um primeiro momento, essas novas posições de Rawls no PL. Em primeiro lugar, como ele responde à crítica ontológica comunitarista a sua perspectiva esquizofrênica de sujeito ao trazer para sua teoria distributiva de justiça a noção de uso público da razão. Aqui podemos dizer que sua teoria dá uma virada ‘política’, aproximando-se de um republicanismo avant la letttre. Não podemos dizer que se trate de um republicanismo estrito senso, pois para teoria política republicana a política prescinde da moral, e a questão central da política é o debate democrático e publico. Rawls, no entanto, reintroduz em PL a teleologia que ele havia rejeitado no TJ. Ele fará isso (re) introduzindo a noção de ‘virtudes políticas’ (civilidade, tolerância, razoabilidade, entre outras) que devem estar presentes no ‘uso publico da razão’. Por outro lado, ele rebate a crítica comunitarista que acusa a justiça como equidade de ser voltada para a promoção do bem particular, negando que a justiça possa basear-se em UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM FILOSOFIA
alguma idéia de comunidade ou associação. Acredita que a visão comunitarista da sociedade implica em que toda a sociedade deva estar submetida a uma noção abrangente de bem, a hegemônica, mas esta visão não necessariamente corresponde a de todas as pessoas. No segundo momento gostaria de trabalhar com a crítica feminista à noção de Bibliografia primária:
Rawls, John. Political Liberalism. Columbia University Press, 1996.
Pettit, Philip & Kukathas, Chandran. Rawls “uma teoria da justiça” e seus críticos.
Gradiva, 2005.
Lois, Cecilia Caballero (org.) Justiça e democracia, entre o universalismo e o
comunitarismo
. Landy, 2005.
Coole, Diana. “Constructing and Desconstructing Liberty”. Political Studies, XLI,
1993. Pp. 83-95.
Hirschman, Nancy. The Subject of Liberty: Toward a Feminist Theory of Freedom.
Princeton University Press, 2003.
Nussbaum, Martha. “Rawls and Feminism”. In: Freeman, Samuel (ed.). The Cambridge
Companion to Rawls
. Cambridge University Press, 2003. pp. 488-520.
Forma de avaliação: Trabalho final escrito

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM FILOSOFIA

Disciplina: FCF-807 Arte e Sociedade II
Créditos: 3 (45h/aula)
Período: 2011.1º
Horário: 3ª feira – 13h00 às 16h00
Professor: André Martins/Adriany Ferreira Mendonça
Programa: Nietzsche, Sócrates e Aristófanes
Nietzsche, Sócrates e Aristófanes
Analisaremos as principais teses de Nietzsche sobre a tragédia ática e suas críticas ao racionalismo socrático, através da leitura de O Nascimento da Tragédia à luz de duas comédias de Aristófanes: As Nuvens e As Rãs. Bibliografia:
ARISTÓFANES. As Nuvens. Tradução de Mário da Gama Kury. Rio de Janeiro: Jorge Zahar ____________. As Rãs. Tradução de Mário da Gama Kury. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, BRANDÃO, Junito de Souza. Teatro Grego: Tragédia e Comédia. Petrópolis: Vozes: 1990. DIAS, Rosa Maria. Nietzsche e a Música. Rio de Janeiro: Imago, 1994. ______________ . “A influência de Schopenhauer na filosofia da arte de Nietzsche em ‘O Nascimento da Tragédia’”, in. Cadernos Nietzsche n. 3. São Paulo: USP, 1997. EURÍPIDES. Electra. Tradução de J. B. Mello e Souza. São Paulo: Ediouro, s/d. NIETZSCHE, Friedrich. O Nascimento da Tragédia. Tradução de J. Guinsburg. São Paulo: Companhia das Letras, 1992. SALLIS, John. Crossings: Nietzsche and the Space of Tragedy. Chicago: The University of UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM FILOSOFIA

Disciplina: FCF-873 Pesquisa Discente I
Créditos: 3 (45 h/aula)
Período: 2011.1º
Professor: orientador


UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM FILOSOFIA

Disciplina: FCF-874 Pesquisa Discente II
Créditos: 3 (45 h/aula)
Período: 2011.1º
Professor: orientador


UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM FILOSOFIA

Disciplina: FCF-875 Pesquisa Discente III
Créditos: 3 (45 h/aula)
Período: 2011.1º
Professor: orientador


UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM FILOSOFIA

Disciplina: FCF-708 Pesquisa Dissertação (Mestrado)
Créditos: 3 (45 h/aula)
Período: 2011.1º
Professor: orientador


UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM FILOSOFIA

Disciplina: FCF-808 Pesquisa Tese (Doutorado)
Créditos: 3 (45 h/aula)
Período: 2011.1º
Professor: orientador


Source: http://www.ppgf.org/media/2011/01/pos_2011_11.pdf

menopause.org

Menopause: The Journal of The North American Menopause Society Vol. 11, No. 1, pp. 11-33DOI: 10.1097/01.GME.0000108177.85442.71© 2004 The North American Menopause Society POSITION STATEMENT Treatment of menopause-associated vasomotor symptoms:position statement of The North American Menopause Society ABSTRACT Objective: To create an evidence-based position statement regarding the treat

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Photomedicine and Laser SurgeryVolume 26, Number 4, 2008© Mary Ann Liebert, Inc. Pp. 393–400DOI: 10.1089/pho.2007.2144Low-Level Laser Therapy in the Prevention and Treatmentof Chemotherapy-Induced Oral Mucositis in Young PatientsMeire Maman Fracher Abramoff, D.D.S.,6 Nilza Nelly Fontana Lopes, D.D.S., M.S.,1Luciana Almeida Lopes, D.D.S., M.S., Ph.D.,2 Luciano Lauria Dib, D.D.S., M.S., Ph.D.

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